Nessa época eu era muito amiga da Mônica Araripe, mulher dele. Estávamos sempre juntas e quando ia na casa dela encontrava o Tiago. Lembro que a arte da capa me impressionou, aquela viagem sideral... Pra mim ele sempre foi muito misterioso, charmoso e sua voz com aquele sotaque diferente. Lembro que esse LP na época foi um acontecimento, fazia parte da vanguarda que pairava no Lira Paulistana. O som muito bem produzido com colagens me trazia a lembrança dos Beatles e Janis Joplin. Na época essas colagens era o que ligava o trabalho dele ao meu Pássaros na Garganta. Tinha um cheiro de novo, de esperança. Foi muito bom escutar a minha voz bem mixada nesse trabalho. Esse som tão contemporâneo pros dias de hoje ainda me faz arrepiar.Tetê Espíndola
(O texto acima foi gentilmente escrito para o material de divulgação de Cabelos de Sansão.)





Paulicéia, anos 80. Um teatrinho em frente à Praça Benedito Calixto torna-se ponto de encontro da chamada vanguada paulistana. Ali se apresentam Itamar Assumpção, Tetê Espíndola, Premeditando o Breque (hoje Premê), Passoca, Vânia Bastos, Língua de Trapo, Papa Poluição e tantos outros nomes. Ali dou os primeiros passos solo, depois de cinco anos integrando o Papa Poluição. Tenho como banda de apoio o Sexo dos Anjos (Luiz Brasil, Cid Campos, Felipe Avila e Xico Carlos). Naturalmente, o primeiro palco é o Lira Paulistana.