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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Parceiro Paulo Costa se apresenta em São Paulo

‘SAVEUR de BOSSA’

Paulo Costa, o embaixador da Bossa Nova na França, lança sua nova turnê internacional. No Brasil, “Saveur de Bossa”

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Paulo Costa, brasileiro radicado na França, considerado pela midia internacional e pelo Ministério da Cultura da França como o EMBAIXADOR DA BOSSA NOVA, convida para um concerto franco-brasileiro com apresentação exclusiva para o SESC.

Paulo Costa, único brasileiro a ter a autorização de traduzir o hino da música francesa, ‘TOULOUSE’, de CLAUDE NOUGARO e, também o único com registro de uma menção do Ministério de Cultura da França sobre sua obra. Nas próprias palavras do Ministro em carta ao artista: « cet artistesingulier, compositeur et interprète de talent, dont la guitare au jeu nuancé et la voix toute de délicatesse et de sensualité reflètent avec subtilité l’univers feutré de la bossa nova » .

O Brasil é o primeiro país a receber a turnê SAVEUR DE BOSSA que viajará para Portugal, Suiça, Alemanha, entre outros países da Europa e deve chegar ao Japão no início de 2012.

Depois de 30 anos da inauguração do SESC Pompéia – Paulo Costa retorna aos palcos do SESC para tocar num espaço mágico com convidados e amigos muito especiais como Cid Campos, Felipe Avila, Renato Teixeira, Rodrigo Rayol e Vania Bastos.

O show SAVEUR DE BOSSA traz músicas inéditas cantadas em português e em francês. Muitos dos clássicos da bossa revisitados por Paulo Costa - misturas de bossas - estão inundados de surpresas nordestinas como nos bons tempos do Papa Poluição (grupo de sucesso na década de 80).

O show é como uma viagem entre São Paulo, Rio, Bahia e Paris e conta com a presença dos artistas: Caio Mamberti, percussionista que tocou com Tânia Maria e Steve Wonder e que acompanha Paulo na Europa; Marinho Andreotti, contrabaixista do Zimbo Trio e virtuose guitarista e violonista Felipe Ávila, que faz parte da história musical do artista no Brasil.


PHOTO Div ALXA música do Paulo Costa não traz apenas Bossa Nova, mas muitas outras influências como o Pop, o Jazz e o Baião composições inéditas com a poeta Mabel Velloso, José Luis Penna, Tiago Araripe, Antonio Miranda, entre outros. Meticuloso e dono de uma voz única, de muito bom gosto e uma pegada genuinamente brasileira, como diz Zeca Baleiro, Paulo Costa busca nas suas composições, delicadeza, sofisticação, algo que « soe bem e suave » que tenha a sua digital e que possa refletir sua maneira de ser e agir na vida cotidiana, "IL est Bossa Nova ...Il est Bossa Nova", complementam os críticos franceses no jeito de ser, de compor e de viver e na elegância com que representa a música brasileira na Europa, denominado o Style Paulo Costa em Paris.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cabelos de Sansão, por Nelson Augusto









Foto: Clarissa Araripe

Nelson Augusto em O Disco da Semana, da Rádio Universitária FM

Tiago Araripe lança Cabelos de Sansão em CD

Na Lira Paulistana, movimento lítero-musical que revelou para a Música Popular Brasileira estrelas do quilate de Itamar Assumpção, Tetê Espíndola, Arrigo Barnabé e o Grupo Rumo, só para citar algumas, também brilhou o cearense do Crato, Tiago Araripe.

Idealizado primeiramente como teatro no final da década de 70, o Lira Paulistana transformou-se em gravadora, editora, produtora, loja de discos e livros e divulgou também durante os anos 80 os trabalhos de artistas da então chamada Vanguarda Paulista.

Dessa troupe participavam, entre outros o Grupo Rumo, Itamar Assumpção e Banda Isca de Polícia, Premeditando o Breque (Premê), Língua de Trapo, Ná Ozzetti, Susana Salles, Eliete Negreiros, Vânia Bastos, Tetê Espíndola, além do próprio Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno, os quais fizeram seus primeiros shows em Sampa, no então Teatro Lira Paulistana.

O álbum Cabelos de Sansão foi lançado em 1982 pelo selo Lira Paulistana, que já havia disponibilizado o então elepê de estréia do Nego Dito Beleléu, Itamar Assumpção. No disco Cabelos de Sansão, Tiago Araripe contou com o auxílio luxuoso de mais de trinta artistas da música como Itamar Assumpção, Tetê Espíndola, Vânia Bastos, Turcão, Passoca, Dino Vicente (teclados), Mané Silveira (sax), Cláudio Faria (trumpete), Oswaldinho do Acordeon, entre outros.

Acompanho o trabalho dos cantores, compositores e músicos cearenses desde minha adolescência. Se fosse eleger os três discos mais emblemáticos dessa geração que se lançou, escolheria o álbum Meu Corpo, Minha Embalagem, Todo Gasto na Viagem, o qual ficou conhecido como o Pessoal do Ceará de Rodger Rogério, o Alucinação de Belchior, ambos da década de 70, e o Cabelos de Sansão de 1982 do Tiago Araripe.

O LP Pessoal do Ceará com sua capa antológica trazendo uma foto do artesanato de renda de bilro e no encarte fotos, textos sobre os artistas da música envolvidos no projeto e as letras de todas as canções. Já o Alucinação, com suas mensagens contestatórias, estampava em suas artes gráficas internas uma nota de dólar com mensagens criativas sobre o tema. O álbum Cabelos de Sansão, a partir da lendária capa, mostrando uma foto de Tiago Araripe montado num leão numa colagem com uma imagem do espaço sideral, também no encarte e na contracapa revelava criação artística revolucionária para os lançamentos da época.

Esses três discos até hoje, na minha concepção, soam atualíssimos pois trazem uma proposta inovadora tanto de música, quanto das mensagens das letras e suas artes gráficas. E nesse último item, vale salientar que os recursos gráficos da época eram muito precários no que se refere às modernas técnicas dos computadores de hoje. Creio que, se fossem disponibilizados hoje, causariam o mesmo impacto da época do lançamento original.

Nelson Augusto
www.nelsons.com.br

Com o texto acima, o radialista Nelson Augusto abriu a noite de lançamento de Cabelos de Sansão em Fortaleza, no dia 22 de setembro de 2008.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Outras vozes: Vânia Bastos

Tiago Araripe é um compositor muito especial e além de tudo tem uma voz linda. Um jeito todo próprio e belo de "dizer" através de sons. Pra mim foi uma honra ter participado do coro de Cabelos de Sansão, pois na época estávamos todos naquela efervescência em torno do Lira Paulistana, de onde muita música NOVA brotou. Que bom que você está de volta, Tiago, pelas mãos do grande Zeca Baleiro. Dois grandes rapazes.

Vânia Bastos

(O texto acima foi gentilmente escrito para o material de divulgação de Cabelos de Sansão.)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O que vem por aí


Enquanto começa a contagem regressiva para o relançamento de Cabelos de Sansão, este Blog antecipa aqui cenas dos próximos capítulos.

Falaremos dos shows do Papa Poluição. Depoimentos a respeito das tantas histórias que vivemos nos palcos e bastidores serão bem-vindos. Novas fotos dos acervos pessoais serão reveladas.

Esta que você vê acima, por exemplo, mostra uma apresentação do grupo no teatro - na época recém-inaugurado - do Sesc Anchieta, em São Paulo. (No click, este que vos tecla, Bill e Penna.) x

As performances do Papa eram movimentadas e divertidas. Melhoravam conforme as adversidades que tínhamos que superar. Uma de nossas mais vibrantes apresentações aconteceu em um pequeno teatro de São Paulo, depois que descobrimos que o público daquela noite se resumia a sete pessoas. Aquilo mexeu com nossos brios. Um de nós bateu no espelho do camarim, que se espatifou. Como uma equipe que entra em campo para uma partida difícil, decidimos que aquele seria um grande show. Entramos em cena com todo gás, como se estivéssemos tocando e cantando para uma multidão. Para aquelas sete pessoas deve ter valido o preço do ingresso. Para o grupo, valeu ter dado o melhor de nós quando teria sido compreensível - e usual em casos semelhantes - simplesmente suspender o espetáculo.

Há também a nossa excursão pelo Nordeste, que é um capítulo à parte. E haverá os depoimentos que a assessoria da Saravá Discos já coletou, de pessoas como Tom Zé, Tetê Espíndola, José Luiz Penna, Vânia Bastos, Augusto de Campos e Décio Pignatari, escritos exclusivamente para o relançamento de Cabelos de Sansão. Todos têm a ver/ouvir com o disco mesmo que indiretamente, como Tom Zé e Décio.

Mas neste Blog o imprevisível também será bem recebido.
Como cantava Johnny Alf em Eu e a brisa: "Que o inesperado faça uma surpresa".

Assim seja.


Tiago Araripe

quarta-feira, 12 de março de 2008

O revisor - 2

Suzana Salles e Ná Ozzetti me indicaram a professora de canto de ambas, Cláudia Mocchi. Durante um ano ela me deu aulas de técnicas vocais no estúdio anexo à sua casa, no bairro de Moema. Mulher notável. Morou na Itália, onde foi soprano no Scala de Milão e teve bem sucedida carreira interrompida por motivos que recheariam um bom romance. Aliás, ela tinha planos de escrever um livro sobre a própria vida. Espero que tenha escrito.

Na época Cláudia Mocchi também ensinava a cantoras como Virgínia Rosa (intérprete da bela canção A flor e a quem fui apresentado quando ela começou a fazer vocais, com Suzana, na Banda Isca de Polícia do Itamar Assumpção) e a cearense Mona Gadelha (que conheci após uma apresentação do Papa Poluição em Fortaleza e reencontrei anos depois em São Paulo).

Entre os revisores da Abril trabalhei também com Gabriella Santini, uma pessoa admirável. Ficamos amigos, e não raro ela estava nos meus shows, com o bom astral que lhe era peculiar. Tinha uma bonita voz, e a convidei para os vocais do disco Cabelos de Sansão. Lembro da emoção da Gabi ao cantar ao lado de intérpretes como Tetê Espíndola, Itamar Assumpção, Vânia Bastos, Passoca... Descanse em paz, Gabriella.

Saí da Editora Abril quando o Chico César estava entrando. Como ter dois revisores músicos logo virou notícia na empresa, fomos imediatamente apresentados. Ainda devo ter, em algum lugar, a fita cassete que o Chico me deu na época. Reúne algumas canções demo que depois seriam gravadas e se tornariam conhecidas no Brasil inteiro, como Béradêro e You Yuri.

Aos revisores, aquele abraço.

Tiago Araripe