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sábado, 25 de maio de 2013

Paredes da memória























Mexendo em velhos papéis, encontrei uma pasta com folhetos e cartazes de algumas das minhas primeiras participações em shows, na São Paulo dos anos 70.
Trabalhar com Tom Zé e com os colegas do Papa Poluição: uma escola.

domingo, 5 de maio de 2013

Baião de Nós na Carta Capital

Baião de Nós chegando, aos poucos, à imprensa nacional. Agora é Tárik de Souza quem, na edição de 8 de maio de 2013 da revista Carta Capital, comenta o disco.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

segunda-feira, 21 de março de 2011

Tango com Décio Pignatari

Resgate feito, via internet, de faixa do compacto simples "Tom Zé e Tiago Araripe", lançado em 1974 pela Continental. A gravação foi feita no estúdio de Rogério Duprat, de apenas dois canais, e tem arranjo de Guilherme Arantes, que também toca piano. José Eduardo Nazário toca bateria e percussão. Ao final, ouve-se a voz de Tom Zé. Ao longo da minha trajetória de músico, compus dois tangos, ambos com letra de Décio Pignatari. Este é um deles.

Tiago Araripe




E aqui o lado A: "Conto de Fraldas" (Tom Zé).

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Jacinto Silva no programa Biotônico, da Rádio UOL

A edição nº 11 do programa Biotônico, tocado por Zeca Baleiro, Celso Borges e Otávio Rodrigues, já está no ar pela Rádio UOL. E traz três faixas do CD Jacinto Silva. No coração da gente.

Confira abaixo a programação completa. E para ouvir, clique aqui.


07/09/2010 - Biotônico - nº 11


Bem coisa nossa, esta edição do programa traz interferências telefônicas de Celso Borges e um bate-papo cabeça com o poeta e escritor Bráulio Tavares.

1) (3:48) “Aquela Rosa” (Jacinto Silva) – Margareth Menezes
2) (5:28) “Justiça Divina” (Onildo Almeida) – Tiago Araripe
3) (7:24) “Coco do Gago” (Jacinto Silva) – Tom Zé

INVASÃO – primeira dose (9:02)
Desta vez, papo no estúdio com o poeta, escritor e letrista Bráulio Tavares, que começa falando de seu trabalho como roteirista dos Trapalhões.
4) (13:46) Marco Marciano (Lenine e Bráulio Tavares) - Lenine

JINGLE ANTIGO
5) (16:46) Nugget

É O CARA (17:19)
Nova seção faz foco em fabulosos personagens da música popular brasileira e também do Estrangeiro. Na estreia, agora sem acento, uma breve digressão sobre o venerando cantor Alcides Gerardi.
6) (17:59) “Cabecinha no Ombro” (Paulo Borges) – Alcides Gerardi

INVASÃO – segunda dose (20:00)
Bráulio Tavares fala da parceria com Chico César...
7) (22:16) “Teofania” (Chico César e Bráulio Tavares) - Chico César
...então comenta a música que fez pra Elba e...
8) (27:22) “Caldeirão dos Mitos” (Bráulio Tavares) – Elba Ramalho
...finalmente dá uma filosofada sobre contatos com civilizações intergalácticas.
9) (31:23) O Dia em Que Faremos Contato (Lenine e Bráulio Tavares) – Lenine

VITROLA (34:15)
O álbum Paulo Sérgio Volume 4, emblemático cantor que começou imitando Roberto Carlos e terminou cantando em circos.
10) (35:44) “Não Creio em Mais Nada” (Totó) – Paulo Sérgio

SEBO DO CB (37:13)
Uma saudação à airosa cidade de São Luís, capital do Maranhão, que agora em setembro completa 398 anos.
11) (38:16) “Louvação a São Luís” (Bandeira Tribuzzi) + “Em Silêncio Descobri Essa Cidade no Mapa” (Herberto Hélder) – leitura Celso Borges

BGs
“No Politician” (Rico Rodriguez) - Rico Rodriguez
“Caboclinho” (Hermeto Pascoal) - Robertinho do Recife
“Chop and Quench” (Fela Kuti) - Fela Kuti

B I O T Ô N I C O
FARMACÊUTICOS RESPONSÁVEIS
Celso Borges, Otávio Rodrigues e Zeca Baleiro
QUÍMICO
Leonardo Shina
FALE COM NOSSO LABORATÓRIO
radiobiotonico@uol.com.br

segunda-feira, 14 de junho de 2010

"No coração da gente" no contexto dos lançamentos de forró e São João

Tradição do forró é com eles

Os forrozeiros João Silva, Luizinho Calixto, Alcymar Monteiro e Maciel Melo lançam novos disco para enfrentar a onda da fuleiragem music

José Teles
teles@jc.com.br


O forró autêntico hoje luta taco a taco contra as bandas de fuleiragem music e saem ganhando porque continuam lançando discos, a maioria de boa qualidade. É o caso de Maciel Melo, um talento inegável, que este ano vem de Debaixo do meu chapéu, um dos melhores lançamentos desta safra. Renovador do forró nos anos 90, Maciel continua inovando sutilmente.

Debaixo do meu chapéu começa com Quixadá, um maxixe (em parceria com José Viana), e termina com uma valsa, Sanfona dourada (parceria póstuma com Luiz Gonzaga, para um projeto do baiano Gereba). Entre uma e outra ele vai de xote, baião, arrasta-pé, presta homenagens ao forró clássico, com um pot-pourri em que canta Assisão (Esquenta moreninha), Gonzaga/Zé Dantas (Noites brasileiras), e Onildo Almeida (Aproveita gente). Ele também inicia uma parceria com Geraldo Azevedo, com Duas caravelas, e canta um xote meio esquecido de Gilberto Gil, Chororô. Disco para ser ouvido ou dançado o ano inteiro. Vale lembrar que apesar de ter sua origem “debaixo do barro do chão”, com o canta Gilberto Gil, Maciel Melo não dispensa instrumentos plugados na tomada, e em busca de uma diferenciação de sonoridades, dois mestres da sanfona revezam-se no disco, Genaro e Adelson Viana.

O arcoverdense João Silva está entre os compositores clássicos do forró. Assim como Maciel Melo, conhece bem o idioma para não se limitar a xote românticos. Nação forrozeira é um baião daqueles que dá vontade de poder escutá-lo com Luiz Gonzaga. Mas João Silva canta bem, com um fraseado certeiro, e um timbre agreste. Acompanhado por alguns dos melhores instrumentistas do gênero, Sertão puro é um disco de forró vintage, com perdão do termo pedante. Mas não há um equivalente para este trabalho, que lembra os grandes álbuns de forró que se gravavam até os anos 60.

Vale ressaltar, que João Silva canta um repertório de composições inéditas, todas de qualidade irretocável, a exemplo, de Bodo Bodocó (pareceria com José Maria Marques), mais outra que Gonzagão pediria para gravar assim que a escutasse, o mesmo para Fique linda e bote cheiro, um xote que lembra menestrel do sol (Humberto Teixeira).

Alcymar Monteiro vem de DVD, e CD, Tradição & tradução (Ingazeira Discos), gravado no Marco Zero, no ano passado. O palco é o seu habitat. Ele traduz a tradição cantando com acompanhamento que tem guitarras, cavaquinho,s percussão de efeito, baixo elétrico, ao lado com os instrumentos tradicionais do forró. Mas este não é apenas um DVD (e CD), de forró. Chega a ser didático, pois o cantor faz uma panorâmica da música nordestina, em geral, e pernambucana em particular. Trazendo para o palco uma trinca de tocadores de oito baixos impecável, Arlindo, Zé e Luizinho Calixto. Outra convidada é Lia, nesta festa que termina com frevo.

Muitos forrozeiros torcem o nariz quando André Rio grava forró. Mas ele faz isso há tanto tempo, que as críticas não tem mais razão de ser. É certo que ele ainda tem cacoetes da época em que animava carnavais fora de época na Avenida Boa Viagem, ao mesmo tempo este período o deixou com um pique ao vivo, que ele não consegue com a mesma energia passar para discos de estúdio. Registro de shows realizados no Brasil e no exterior, em junho do ano passado, Rapsódia nordestina é um disco para alegrar a festa.

O repertório está equilibrado, com músicas autorais e regravações de nomes como Bráulio Tavares, Zé Ramalho, Carlos Pita, Dominguinhos, Nando Cordel e naturalmente Luiz Gonzaga. Um disco que é um convite à dança, coisa que o São João não pede, exige.

A capa do CD Discoteca do Calixto vol.2, pode levar a equívocos: mostra uma sanfona, e um casal dançando o que mais parece um tango lascivo. É a única falha no disco de um dos mestres do fole de oito baixos, Luizinho Calixto, que vem de uma família de tocadores de pé de bode do primeiro time, irmão de Bastinho e de Zé Calixto.

Infelizmente, o luxuoso Jacinto Silva no coração gente, produzido pela Link, um tributo a Jacinto Silva, prestado por, entre outros, Tom Zé, Maciel Melo, Xangai, Josildo Sá é um brinde da empresa, com poucas cópias à venda na Passa Disco. Talvez ainda reste algumas.

Do forró pé de serra às misturas de ritmos

Discos bem produzidos com belas capas ou de produção irregular e capas de design primário. Tem de tudo nos lançamentos que os forrozeiros prepararam para animar o São João 2010

Um pecado capital de grande parte dos discos do chamado forró pé de serra é o péssimo design das capas. São trabalhos lançados no mercado na base do deixa-que-eu-chuto. É o caso do CD Maria Forrozeira, Vol. 1. A capa é péssima, mas o disco é bom, com algumas faixas que se aproximam nas letras das desditadas bandas. Mas o grupo vai além do xote. Arrasta-pé, xaxado, o grupo incursiona por várias facetas do forró, em algumas faixas com balanço irresistível, feito Tililingo, de Almira Castilho. O time de músicos garante a qualidade. Estão no CD a sanfona de Beto Hortiz, a guitarra de João Netto, a percussão de Quartinha, o baixo de Mongol.

Nádia Maia celebra seus 15 anos de forró com um CD bem-acabado, inclusive no design da capa. A maioria das 19 faixas capricha no tema romântico. Nada contra canções de amor, mas acaba cansando. Mesmo com a participação de Dominguinhos, na ótima Algodão doce (Accioly Neto). É emblemático que quase todas as músicas que não insistem no “romantismo” sejam assinada por veteranos: Onildo Almeida (Vamos misturar), João Silva (Nação forrozeira), J. Michiles (Festa fogueteira). Mais um ponto a favor, pelo menos não se ouve xote faixa por faixa, há outros itens da prateleira do forró.


Valdir Santos é um dos destaques da nova geração de forrozeiros de Caruaru. Sua música já alcançou outros países e ele tem feito turnês pela Europa, mas continua pouco conhecido na capital. Seu mais recente disco é o Projeto outra via, no qual o forró se une à poesia de Dja Vasconcelos e Demóstenes Félix. Este é quase um projeto paralelo dos três, algumas faixas estão mais para o que se convencionou chamar de “cantoria”, música de forte apelo sertanejo de Xangai ou Vital Farias. Com exceção de alguns xotes bem balançados, este disco está mais para MPB.

Fátima Marinho vem este ano com Festa junina, um disco feito para a festa, com marchinhas, cocos, xotes, mais inclinado às raízes, ao folclore. No disco há até um pot-pourri de acorda povo. Fátima Marinho está no forró desde 1985, fez um disco bom, que merecia uma produção de estúdio mais apurada

Dois bons CDs dos herdeiros da Mestre Ambrósio

Nos anos 90, a Mestre Ambrósio batizou uma nova vertente do forró, o pé de calçada, com a rabeca unindo-se à sanfona. O grupo durou pouco, mas fez amigos e influenciou pessoas. Dois destes acabam de ser lançados Na caixinha, com o Forró de Cana, e Luz do baião, de Cláudio Rabeca (ambos com patrocínio do Funcultura).
O Forró de Cana faz o link entre o pé de serra, no xote J. Borges, e o cavalo-marinho, em Acende a candeia. Em Carrinho de rolimã, se mostra como estes dois estilos musicais estão tão próximos. Um Mestre Ambrósio mais acelerado.

Integrante do atuante Quarteto Olinda, Cláudio Rabeca vai além do forró, é um virtuoso do instrumento, e fez um disco solo irretocável, passeando pelos diversos ritmos pernambucanos, do samba de matuto, frevo, ao maracatu, (a belíssima Rei Bantu, de Zé Dantas/Gonzagão). A maioria das faixas é assinada por Cláudio Rabeca, algumas com parcerias.

Jornal do Commercio, 12 de junho de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Hoje, no Jornal do Commercio (PE)

Capa do Caderno C


MÚSICA


Artistas se unem para reviver Jacinto Silva


José Teles
teles@jc.com.br


Falecido há nove anos, quando começava ter seu talento reconhecido por outras gerações, Jacinto Silva recebe agora um tributo à altura do papel que desempenhou na música brasileira, em geral, e na nordestina, em particular. Jacinto Silva no coração da gente, um CD em que nomes feito Tiago Araripe, Xangai, Josildo Sá, Tom Zé, Isaar, Silvério Pessoa, Caju e Castanha e Elba, para citar apenas alguns, participam, é uma homenagem ao forrozeiro alagoano, que morou a maior parte e sua vida em Pernambuco. O lançamento será amanhã, às 19h, na loja Passa Disco, no Shopping Sítio da Trindade, com participação de artistas que estão no projeto e entrada gratuita.

No coração da gente é uma edição de luxo, com um encarte de 48 páginas e apresentação criativa, nada destas capas mambembes, quase norma na maioria dos discos de forró. Na contracapa, uma curiosidade: não há nada nela que indique ter sido o álbum realizado com incentivos governamentais. O trabalho foi gravado no estúdio Muzak, sob o selo Candeeiro. A Link, que aparece nos créditos, é uma agência de propaganda, com sede na Bahia e escritório no Recife, desde 2006. Edson Barbosa, seu presidente, um baiano de Irará, costuma bancar projetos ligados à cultura. Em discos, especificamente, foi responsável pelo elogiado Cóccix até o pescoço, de Elza Soares: “Gosto de fazer estes projetos com uma coisa bem nossa. Há anos fiz um trabalho com Jacinto, e então caiu a ficha. Um disco com as músicas, de um alagoano, pernambucano por opção”.

Tiago Araripe é um músico cearense que, nos anos 70, militou no udigrudi recifense, no coletivo Nuvem 33. Em seguida, em São Paulo, foi da banda Papa Poluição, gravou disco solo pela Lira Paulistana e foi parceiro de muita gente boa, entre outros, de Tom Zé. De volta a Pernambuco, como publicitário, Araripe continua envolvido em música e foi o responsável pele seleção de repertório do CD, que prima por músicas menos conhecidas, mas nem por isso inferiores aos clássicos de Jacinto Silva (que também estão presentes). O próprio Jacinto Silva canta no disco Teste de cantor, num dueto com Silvério Pessoa (extraído do último disco do forrozeiro).

Da tiragem do disco, pouco será comercializada: “A matriz original foi cedida à família do cantor. Vamos dar como brinde, não visamos lucro, foi também uma homenagem a Pernambuco, que tão bem nos acolheu”, diz Edson Barbosa.

Jornal do Commercio, 28 de abril de 2010

Hoje, no Diário de Pernambuco

Capa do caderno Viver.

Cancioneiro de Jacinto



DISCO


Criações do compositor que fez história em Caruaru são reunidas em álbum tributo, que será lançado amanhã.


Michelle de Assumpção
michelleassumpao.pe@dabr.com.br

Jacinto Silva faz parte do primeiro time de compositores do forró, mais precisamente do coco de embolada. Começou a cantar ainda adolescente, forrós e cocos. Depois não teria problema em admitir que Jackson foi sua escola. Foi com ele que Jacinto aprendeu a dividir o ritmo, mas confessava que, quando Jackson cantava uma música, poderia dar três versões para a mesma, cada uma com uma divisão diferente. Já ele dizia que conseguia cantar no máximo com duas divisões.

Nascido em Palmeira dos Índios (Alagoas), Jacinto foi morar em Caruaru em 1958, onde ficou até o final de vida. Viajava por todo Brasil - muitas vezes participou de caravanas ao lado dos seus "mestres" Jackson e Luiz Gonzaga-, mas era para Caruaru que voltava sempre. E por isso não teve a fama dos dois primeiros. O peso da sua obra, porém, está cada vez mais evidenciado.

Amanhã, a loja Passa Disco (Shopping Sítio da Trindade) sedia a festa de lançamento de um disco tributo a Jacinto. O álbum, quetem dezesseis faixas e intérpretes diferentes, foi idealizado pela agência Link Comunicação, cujo presidente Edson Barbosa era amigo da família de Jacinto. Parte da tiragem ficará com a família. A outra será entregue a clientes da agência e uma terceira comercializada. "A tiragem é limitada, o objetivo era expandir ainda mais a obra de Jacinto para o público, além dos próprios cantores que nunca haviam gravado suas composições", conta Tiago Araripe, que cuidou da produção musical. O CD foi feito em parceria com Estúdio Muzak e selo Candeeiro Records. As músicas podem ser ouvidas no perfil de Jacinto Silva no Myspace.

Faixas

O disco é aberto pelo maestro Spok, que canta em Aboio de um vaqueiro. Tem Margareth Menezes, que já havia gravado Jacinto em Aquela rosa. E também Caju e Castanha (Moleque de rua), Maciel Melo (Plantação), Isaar França (É tempo de ciranda), Josildo Sá (Filosofia do forró), Xangai - amigo e cantador antigo das coisas de Jacinto - presente em Pisa maneiro, Aurinha do Coco (Fonte de luz), entre outros. Tom Zé, que não conhecia a obra de Jacinto, topou gravar Coco do gago. A música tem uma ludicidade e criatividade que combinaram com o estilo de Tom Zé. Elba, que também nunca havia gravado Jacinto, gostou tanto de Gírias do Norte que pediu para incluir a música em seu próximo CD.

O intérprete mais privilegiado do disco se chama Silvério Pessoa que gravou, no ano 2000, um disco inteiro com músicas de Jacinto, chamado Bate o mancá. Para a coletânea tributo, Silvério selecionou Teste para cantador, cujos vocais divide com Jacinto. A música foi tirada do disco do coquista, Só não dança quem não quer, lançado em 2000, no mesmo ano e mesmo estúdio (do músico Zé da Flauta) que Silvério fez Bate o mancá. "Ele gostava muito dessa música", lembra Silvério. E recorda que gravar Jacinto era um projeto que tinha ainda com a banda Cascabulho, e que só conseguiu realizar no seu primeiro disco solo.

"O disco, tudo que fiz com Jacinto, foi ao lado dele. Por isso não é um disco homenagem como dizem, foi umaparceria. Eu ia para Caruaru, ele vinha pro estúdio. Opinou tudo comigo. Minha tristeza é que ele não alcançou o disco lançado", resume o músico. Jacinto Silva faleceu em fevereiro de 2001, tendo gravado 24 discos, entre 78rpm e LPs, e dois CDs. Não teve, como Jackson do Pandeiro, intérpretes e defensores poderosos como Gilberto Gil ou Caetano Veloso. Mas ainda hoje artistas que se encantam com sua música. É um compositor ainda a serviço da cultura popular.

Diário de Pernambuco, 28 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Disco para celebrar Jacinto Silva

Quinta, 22 de Abril de 2010

MÚSICA

Disco para celebrar Jacinto Silva

Discípulo direto Jackson do Pandeiro, o alagoano de Palmeira dos Índios Jacinto Silva, falecido em 2001, é mais um dos tantos compositores injustiçados sob o olhar do que seria, de fato, a música nordestina. Para muitos, houve um pulo de Luiz Gonzaga direto para a produção da década de 1980, que deu ao País nomes como Zé e Elba Ramalho, Fagner, Amelinha, entre outros. Com a carreira iniciada em 1963, com a canção “Justiça Divina” no 78rpm do selo Mocambo, Jacinto construiu um rico repertório para o cancioneiro nordestino.

Parte dessas canções formam “Jacinto Silva - No Coração da Gente”, disco tributo idealizado pelo presidente da Link, Edson Barbosa, e com direção geral de conteúdo e produção de Tiago Araripe. A bolacha conta com 16 músicas, interpretadas por artistas consagrados como Elba Ramalho, Maestro Spock, Tom Zé, Margareth Menezes, Isaar e o próprio Tiago. O disco já está à venda na loja Passa Disco e custa R$ 37,90. No próximo dia 29, ocorre na loja seu lançamento oficial.

“Garimpar, para este disco, composições representativas do universo sonoro e poético de Jacinto Silva é se arriscar a deixar de fora muitas pepitas preciosas. Porém assumimos o risco, na tentativa de mostrar a diversidade sonora e poética do repertório do compositor”, explica Tiago Araripe. No texto de apresentação no encarte do trabalho, Tiago elenca quatro vertentes fundamentais da poética musical de Jacinto: a bem humorada (presentes em “Gírias do Norte” e “Filosofia do Forró”), o reflexo dos valores do povo nordestino (como em “Aboio de um Vaqueiro”, “Teste para Cantador” e “Moleque de Rua”), a sentimental (“Aquela Rosa”, “Cante Cantador”) e a espiritual (com “Justiça Divina”, “Imaginação” e “Fonte de Luz”).

Tiago aponta também que o convite a artistas de diferentes vertentes da música popular também é uma forma de traduzir o ecletismo do trabalho de Jacinto Silva. “De Aurinha do Coco a Tom Zé, de Spok a Caju e Castanha, a tradição e a inovação convivem pacificamente. A ideia é que a obra de Jacinto Silva possa ser ouvida por diversos ângulos”, arremata.

Lançamento no Recife

Arte: Marcelo Barreto

Marcado o lançamento do CD Jacinto Silva. No coração da gente, a imprensa pernambucana começa a se manifestar. É o caso da nota publicada hoje no Jornal do Commercio:

Jacinto Silva

A loja Passa Disco (Shopping Sítio da Trindade) volta a promover eventos lançando, na próxima quinta-feira, às 20h, o CD No coração da gente: tributo a Jacinto Silva. Participam do álbum Tom Zé, Spok, Xangai, Silvério Pessoa, Maciel Melo, Isaar, Petrúcio Amorim, Aurinha do Coco, Tiago Araripe, Margareth Menezes, Josildo Sá, entre outros.


Jornal do Commercio, 23 de abril de 2010 ("Rec Beat" - Marcos Toledo)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CD "Jacinto Silva. No coração da gente" saindo da fábrica

Contracapa do CD, projeto gráfico de Marcelo Barreto.


O disco tributo a Jacinto Silva sai da fábrica nos próximos dias. Acompanhe aqui os detalhes da produção e a repercussão na mídia.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Tributo a Jacinto Silva reúne 16 artistas em CD

Capa do CD, que tem projeto gráfico assinado por Marcelo Barreto.

Já na fábrica o CD Jacinto Silva. No coração da gente, produção da agência Link Comunicação e do Estúdio Muzak (Candeeiro Records) que valoriza a cultura pernambucana.

Confira a relação das faixas, autores e intérpretes:

01. Aboio de um vaqueiro (Jacinto Silva)Spok

02. Aquela Rosa (Jacinto Silva)Margareth Menezes

03. Teste para cantador (Jacinto Silva)Jacinto Silva e Silvério Pessoa

04. Minha professora (Jacinto Silva) Targino Gondim

05. Cante cantador (Jacinto Silva/João Silva) Flávia Wenceslau

06. Moleque de rua (Manoel Alves/Agenor Farias)Caju e Castanha

07. Plantação (Jacinto Silva/Janduhy Finizola) Maciel Melo

08. É tempo de ciranda (Onildo Almeida)Isaar França

09. Justiça Divina (Onildo Almeida)Tiago Araripe

10. Coco de praia (Francisco Azulão/Antônio Ramos)Flor de Cactus

11. Filosofia no forró (Manoel Alves/Tiago Duarte)Josildo Sá

12. Pisa maneiro (Juvenal Lopes/Dilson Dória)Xangai

13. Gírias do Norte (Jacinto Silva/Onildo Almeida)Elba Ramalho

14. Coco do gago (Jacinto Silva)Tom Zé

15. Imaginação (Jacinto Silva/Idevaldo Nunes Marques)Petrúcio Amorim

16. Fonte de Luz (Jacinto Silva/José Roberto Souto Maior)Aurinha do Coco



Para mais informações e audição de faixa-degustação, clique aqui.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bem-vindo, 2010

Jukebox do Bar Central (Recife)












Mais um ciclo está prestes a se iniciar.

Momento de agradecer aos frequentadores deste Blog pelas 12.300 visitas e as 20.067 páginas vistas. Números modestos, mas que para mim têm especial significado. Afinal, representam a boa companhia de amigos, companheiros de jornada e pessoas interessadas em um trabalho que vem resistindo nas entrelinhas da mídia e à margem das grandes empresas fonográficas.

Novas perspectivas se abrem com 2010.

A primeira delas é a participação no CD "Jacinto Silva. No coração da gente", homenagem da agência Link Comunicação e da Candeeiro Records ao grande forrozeiro nordestino que se projetou a partir de Pernambuco.

No CD, 16 músicas selecionadas do repertório de Jacinto ganham releitura de diversos artistas. Alguns deles já tinham incluído composições do mestre do coco sincopado em seus repertórios. Outros cantam Jacinto pela primeira vez. O resultado é um painel musical rico em diversidade de arranjos e interpretações, nas vozes de Aurinha do Coco, Caju e Castanha, Elba Ramalho, Flávia Wenceslau, Flor de Cactus, Isaar França, Josildo Sá, Maciel Melo, Margareth Menezes, Petrúcio Amorim, Silvério Pessoa, Spok, Targino Gondim, Tiago Araripe, Tom Zé e Xangai.

O lançamento está previsto para o final de janeiro. Darei mais notícias oportunamente, além de mostrar a capa do projeto gráfico de Marcelo Barreto.

A todos os colaboradores, parceiros e visitantes deste Blog, um ano novo de conquistas e transformações. Saúde e paz.

Tiago Araripe