quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Papa Poluição, por Tom Zé, Guilherme Arantes, Augusto de Campos, Décio Pignatari...

Este é o verso da capa do compacto duplo do Papa Poluição, aquele já comentado posts atrás. Algumas pessoas da cena cultural, convidadas a dar um breve depoimento a respeito do grupo, responderam com boa vontade e - em alguns casos - bom humor. É o caso dos poetas Augusto de Campos e Décio Pignatari, do cineasta André Luís Oliveira (diretor do cult Metereorango Kid, Herói Intergalático), dos compositores Tom Zé, Marcus Vinícius de Andrade e Guilherme Arantes, da cantora roqueira Tibet...

As quatro faixas foram gravadas num estúdio de quatro canais, localizado nas imediações da chamada Boca do Lixo de São Paulo. A qualidade deixa a desejar, mas dá uma idéia do som do Papa.

Na época o diretor artístico da Chantecler era o Salatiel Coelho, que fez a coordenação de produção do disco. Um paraibano criativo e engraçado, de quem ouvimos boas histórias. Como a da dupla sertaneja que se apresentou na gravadora, em busca de oportunidade. Chamavam-se Conselheiro e Ouvidor. Com um detalhe: ambos eram carecas. Salatiel Coelho ouviu as músicas da dupla e, curioso, perguntou a razão do nome. O primeiro se adiantou: falou que era Conselheiro porque, durante os shows, ficava dando conselhos às menininhas. "E o Ouvidor?", perguntou Salatiel. "Porque fica só ouvindo...", respondeu de pronto o Conselheiro. A dupla foi contratada, mas com a condição de ser rebatizada. E foi assim que viraram Kung Fu e Kojak...

Tiago Araripe

2 comentários:

Dalvinha disse...

Ah.Essa eu posso falar, pois estava lá, nos CÔROS E ALÔS, DALVINHA HAMSTER.Tempo bom...grandes shows, alegria, uma banda muito família.E até hoje considero a todos irmãos, Tiago Araripe, o nosso Araripe quantos papos...quantas marmitas de D.Nerina.Ê saudade!Bom lembrar de tudo isto.Tiago, eu continuo sua fã, parceira na música, grite quando precisar.Beijos

Cabelos de Sansão disse...

Pois é, Dalvinha. Velhos tempos... As marmitas da D. Nerina são um capítulo à parte. Algo bem típico da Vila Madalena daquela época. Ainda vou escrever sobre a Vila, uma hora dessas... Bjs.