terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Do primeiro disco a gente não esquece

São Paulo, 1974. Estúdio de Rogério Duprat, maestro do Tropicalismo, no boêmio bairro do Bixiga. Apenas dois canais. Arranjo de Guilherme Arantes, bem antes do sucesso de Meu mundo e nada mais que impulsionou sua carreira. No lado A do compacto simples acima, como se viu no post anterior, Conto de Fraldas de Tom Zé.

Teu coração bate, o meu apanha é um tango. Eu nunca havia feito tangos antes, até receber de Tom Zé as letras de Décio Pignatari. O outro poema/letra em parceria com Décio é Drácula, que interpretei no Festival Abertura da Globo no ano seguinte (ouça aqui).

São composições dramáticas como todo tango - e divertidas também.

A gravação original de Teu Coração Bate, o Meu Apanha foi utilizada no curta-metragem experimental Das Ruínas a Rexistência (2004-2007). O filme, dirigido pelo cineasta paulistano Carlos Adriano, é uma "montagem poética sobre fragmentos dos desconhecidos filmes inacabados (1961-1962) de Décio Pignatari". O curta teve sua estréia internacional na Suíça, durante o 60º Festival Internacional de Cinema de Locarno, numa seção não-competitiva dedicada às experimentações mais radicais do audiovisual contemporâneo. Foi exibido também em outubro de 2007, no 16º Festival Internacional de Arte Eletrônica Sesc Videobrasil, que fez uma exposição completa da obra de Carlos Adriano.

Tiago Araripe

2 comentários:

Dalvinha disse...

Tiago, vc lembra que foi com essa música que marcelo aprendeu a falar? pois é hoje é um homem.E a gente não esquece nem se desliga desse tempo, porque foi um tempo muito bom.Beijos

Dalvinha costa

Cabelos de Sansão disse...

Conta aí pra gente como foi, Dalvinha. Música é história... Bjs.