quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Tributo a Jacinto Silva reúne 16 artistas em CD

Capa do CD, que tem projeto gráfico assinado por Marcelo Barreto.

Já na fábrica o CD Jacinto Silva. No coração da gente, produção da agência Link Comunicação e do Estúdio Muzak (Candeeiro Records) que valoriza a cultura pernambucana.

Confira a relação das faixas, autores e intérpretes:

01. Aboio de um vaqueiro (Jacinto Silva)Spok

02. Aquela Rosa (Jacinto Silva)Margareth Menezes

03. Teste para cantador (Jacinto Silva)Jacinto Silva e Silvério Pessoa

04. Minha professora (Jacinto Silva) Targino Gondim

05. Cante cantador (Jacinto Silva/João Silva) Flávia Wenceslau

06. Moleque de rua (Manoel Alves/Agenor Farias)Caju e Castanha

07. Plantação (Jacinto Silva/Janduhy Finizola) Maciel Melo

08. É tempo de ciranda (Onildo Almeida)Isaar França

09. Justiça Divina (Onildo Almeida)Tiago Araripe

10. Coco de praia (Francisco Azulão/Antônio Ramos)Flor de Cactus

11. Filosofia no forró (Manoel Alves/Tiago Duarte)Josildo Sá

12. Pisa maneiro (Juvenal Lopes/Dilson Dória)Xangai

13. Gírias do Norte (Jacinto Silva/Onildo Almeida)Elba Ramalho

14. Coco do gago (Jacinto Silva)Tom Zé

15. Imaginação (Jacinto Silva/Idevaldo Nunes Marques)Petrúcio Amorim

16. Fonte de Luz (Jacinto Silva/José Roberto Souto Maior)Aurinha do Coco



Para mais informações e audição de faixa-degustação, clique aqui.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tailândia Montenegro lança CD no Teatro do Sesc, em Fortaleza


A cantora cearense Tailândia Montenegro lança o CD Forró da minha terra.

Sobre o disco, escreve o repórter Henrique Nunes no Diário do Nordeste:

"
As encantadoras travessuras líricas da Guerreira chegam em seguida a um compositor cearense contemporâneo e bastante respeitado, apesar de bissextamente registrado: Álcio Barroso, que ´canta xote pro irmão e pra quem está sozinho´, ´porque cantar é a minha reza´, noutro cenário sertanejo sem fronteira, em bonito duo de Tailândia com Waldonys. Poderia estar em qualquer álbum de MPB, como a Telha de Vidro (Tiago Araripe), um xote-maracatu cheio de alma sertaneja, gravado por Amelinha (Romance da Lua, Lua, 1983) e que tem a viola encantada de Manassés viajando com intimidade com Zé do Norte, Hoto e os demais parceiros deste forró aprazível e bem colocado."

Para ler a reportagem completa e ouvir faixas do CD, clique aqui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cabelos de Sansão na Revista NE VinteUm






Capa da 5a. edição da revista, de circulação nordestina.



quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bem-vindo, 2010

Jukebox do Bar Central (Recife)












Mais um ciclo está prestes a se iniciar.

Momento de agradecer aos frequentadores deste Blog pelas 12.300 visitas e as 20.067 páginas vistas. Números modestos, mas que para mim têm especial significado. Afinal, representam a boa companhia de amigos, companheiros de jornada e pessoas interessadas em um trabalho que vem resistindo nas entrelinhas da mídia e à margem das grandes empresas fonográficas.

Novas perspectivas se abrem com 2010.

A primeira delas é a participação no CD "Jacinto Silva. No coração da gente", homenagem da agência Link Comunicação e da Candeeiro Records ao grande forrozeiro nordestino que se projetou a partir de Pernambuco.

No CD, 16 músicas selecionadas do repertório de Jacinto ganham releitura de diversos artistas. Alguns deles já tinham incluído composições do mestre do coco sincopado em seus repertórios. Outros cantam Jacinto pela primeira vez. O resultado é um painel musical rico em diversidade de arranjos e interpretações, nas vozes de Aurinha do Coco, Caju e Castanha, Elba Ramalho, Flávia Wenceslau, Flor de Cactus, Isaar França, Josildo Sá, Maciel Melo, Margareth Menezes, Petrúcio Amorim, Silvério Pessoa, Spok, Targino Gondim, Tiago Araripe, Tom Zé e Xangai.

O lançamento está previsto para o final de janeiro. Darei mais notícias oportunamente, além de mostrar a capa do projeto gráfico de Marcelo Barreto.

A todos os colaboradores, parceiros e visitantes deste Blog, um ano novo de conquistas e transformações. Saúde e paz.

Tiago Araripe

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cabelos de Sansão, um disco "atemporal e inovador".


Artigos
Lira Paulistana, 30 Anos
Daniel Brazil

Novembro de 79 é o marco histórico de fundação do Lira Paulistana. Beleléu, o disco de estréia de Itamar Assumpção, marcou o início do selo (porque já era um conhecido teatro, espaço cultural, palco de shows e agitos). O porão da Praça Benedito Calixto marcou uma espécie de Renascença da música paulista, abrindo espaço para vários estilos.

Final de ditadura, fim dos movimentos organizados em torno de uma militância estética. O leque se abria, em várias direções. Tinha a música experimental de Arrigo, que nunca tocou no Lira, mas cujo baixista era Itamar. As cantoras Ná Ozetti, Cida Moreira, Vânia Bastos, Eliete Negreiros, Suzana Sales, Neuza Pinheiro, Tetê Espíndola e Virginia Rosa passaram por lá, colorindo ainda mais a paleta de estilos. Tiago Araripe (Cabelos de Sansão) fazia um pós-tropicalismo com uma nova poética, que viria influenciar gente como Zeca Baleiro. Tanto é que o maranhense fez questão de relançar o “Cabelos” em CD, pelo seu Saravá Discos (2009). Aliás, um disco que merece ser (re)descoberto e (re)ouvido, atemporal e inovador.

Tinha o humor escrachado do Língua de Trapo. Tinha o Premê, com um lado musical mais desenvolvido. O grupo Rumo, com um lado mais intelectual de pesquisa musical, seja estudando os antigos, seja construindo uma nova forma de canto falado. O mentor Luiz Tatit, a musa Ná Ozetti, e os talentosos músicos que iriam criar posteriormente os mais consistentes trabalhos na área da música infantil, como Paulo Tatit (Palavra Cantada) e Hélio Ziskind (Meu Pé, Meu Querido Pé).

E teve a viola de Passoca, os sons valeparaibanos do Grupo Paranga, o rock dos primeiros integrantes dos Titãs e UItraje a Rigor. Até o Ira! passou por aquele palco, assim como os Inocentes, pioneiros punk de Sampa. E tinha o instrumental do Pau Brasil, do Nelson Ayres, o piano de Amilson Godoy, o trombonista Bocato, o percussionista Zé Eduardo Nazário, o multi Skowa, os latinos Raíces de America, as cordas do Duofel.

Um dos fundadores do Lira, Riba de Castro, está finalizando um documentário sobre este redemoinho musical que marcou a música dos anos 80 e influencia até hoje um monte de gente pelo Brasil. São dezenas de entrevistas com músicos, produtores, jornalistas, críticos e os ex-sócios da empreitada. Não sei como Riba dará conta de resumir tudo, mas certamente vem aí um dos mais importantes documentos da moderna música popular brasileira. Quem viver, verá. Quem viveu, reverá!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

30 anos do Lira Paulistana

Foto: Andarilha









À frente, Riba de Castro, um dos ex-sócios
do Lira; ao fundo, o Língua de Trapo.

O blog Perfume de pequi fez o registro de uma das programações comemorativas do aniversário de 30 anos do Lira Paulistana, na histórica praça Benedito Calixto, em São Paulo.

Diz o depoimento de Andarilha, que assina o blog:

"O revival que a moçada do antigo Lira Paulistana tá fazendo na cidade tá bem interessante. Hoje teve show na praça Benedito Calixto com Isca de Polícia, Premeditando o Breque, Lingua de Trapo, Passoca e outros. Na platéia, muita gente de cabelo branco (afinal, no tempo do Lira, essa moçada já estava perto dos 30), Muito careca, muitos mais gordinhos do que nos lembrávamos etc. É o tempo cobrando o dízimo."

Para ver o restante do texto e mais imagens, clique aqui.

domingo, 20 de setembro de 2009

Starting over

Foto: Marcus Soares

Estúdio Muzak, Recife, setembro de 2009.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Woodstock revisitado

Na foto, publicada no JC, Otávio "Bzzz" Machado e Fernando "Carneirinho" durante performance do Nuvem 33 na I Feira Experimental de Música.

O jornalista José Teles escreveu, para as edições de 14, 15 e 16 de agosto do Jornal do Commercio (Recife), extensa reportagem sobre os 40 anos do festival de Woodstock. No terceiro dia da matéria, é destacada a repercussão do evento na cena musical do Recife.

Entrevistado, lembrei do quanto me impressionou a versão idealizada do festival que nos chegou por meio do documentário exibido no Cine São Luís. Uma das consequências locais mais diretas foi a realização do nosso próprio woodstock possível: a I (e única) Feira Experimental de Música, em Nova Jerusalém, região Agreste de Pernambuco, tendo como palco o palácio de Pôncio Pilatos.

Segue o texto publicado no domingo. (T.A.)

» MEMÓRIA
Ecos de Woodstock chegam ao Recife
Publicado em 16.08.2009

Última reportagem sobre Woodstock mostra como o festival foi compartilhado pelos recifenses no documentário de Michael Wadleigh e influenciou uma geração

José Teles

teles@jc.com.br

A influência do festival de Woodstock sobre a juventude brasileira, sobretudo os jovens que viviam nas grandes cidades foi avassaladora. Em 1969, o País acabara de ingressar no período mais pesado da ditadura e para a juventude só havia duas opções, o desbunde ou o engajamento. Era cair na estrada, ou cair na clandestinidade. A turma do desbunde se viu refletida no Woodstock visto no documentário de Michael Wadleigh, que chegou às telas brasileiras em 1970 (é até paradoxal que tenha sido liberado pela censura, com tantas cenas de nu e drogas). “A gente era o genérico do hippie no Brasil. Foi um momento feliz, um universo de paz, era o ideal, num tempo em que a gente vivia a realidade dos anos de chumbo. A gente já vinha ouvindo aquela música, bebendo daquela fonte. Para nós era como prenúncio da mudança de tudo”, analisa o músico Lula Cortês.




Se Woodstock encantou a juventude, para os músicos foi uma influência marcante. Adolescente na época, mas já considerado o melhor guitarrista da cidade, Robertinho do Recife, que tocava nos Bambinos, há anos morando no Rio, lembra, em conversa por telefone, que viu o documentário várias vezes: “Para mim foi um aula de tudo que a gente estava vivendo. Ver aqueles músicos todos no mesmo lugar. Jimi Hendrix tocando o hino americano, que não havia ainda gravado foi fantástico. O filme fez as pessoas modificarem a maneira de vestir. Começaram a surgir festivais hippies em algumas praias de Pernambuco, lembro de um em que toquei, num lugar chamado, acho, Águas Finas. A gente já era meio hippie, eu, Lula Cortês, a turma do Ave Sangria, o filme nos fez ver que todos nós estávamos na mesma onda. Para mim Woodstock foi muito inspirador”.

O cartunista e escritor Lailson de Holanda recorda que tomou conhecimento do festival pelo semanário O Pasquim, na coluna Underground, assinada por Luís Carlos Maciel: “Foi a primeira vez que ouvi falar em Jimi Hendrix, Carlos Santana e Janis Joplin. Como naquela época eu ainda era bem garoto – 16 anos – não conhecia tanta gente que se interessasse pelo assunto. Tocava ainda em banda de adolescentes com Paulo Rafael (a lendária The Jopens!) e, para o público em geral, Beatles e Rolling Stones já eram vanguarda demais! Mas aí comprei o Have you been experienced, de Hendrix, e a vizinhança pensou que eu tinha ficado doido, diziam que era um barulho ensurdecedor. E olha que minha radiola Philips nem era estéreo!”. Mas até aí era só a descoberta de novas possibilidades sonoras. Ver o filme foi, como se dizia então, outro “barato”: “A primeira vez que vi eu estava em Nova Iorque e depois vi aqui, no Cine Veneza. Aí já estávamos em 1972, maluco surgia mais que cogumelo – literalmente – depois da chuva. O cinema virou uma comunidade hippie, tinha gente sentada em todo canto, no gargarejo da tela, na alcatifa que fica da tela para a primeira fila. Acho que todo mundo saiu do cinema com a sensação de que ser livre era possível, mesmo estando sob uma ditadura”.

WOODSTOCK DO AGRESTE

Influenciado por Woodstock, Lailson participou da produção da Feira Experimental de Música de Nova Jerusalém que, segundo ele, foi o nosso Woodstock local. “O logotipo que criei (um braço de violão com um punho fechado em cima) era a minha idéia variante do festival original. Ao invés de “Paz e amor”, uma proposta mais de resistência. Roberto Peixe ( ex-secretário de cultura da prefeitura) foi quem fez a versão final, pois meu desenho original era uma ilustração, muito cheia de detalhes. Ele sintetizou muito bem e ficou ótimo”. O festival de Nova Jerusalém teve a participação das principais bandas e cantores da cidade, entre outros, Lula Cortês, o Nuvem 33, o Tamarineira Village (mais tarde Ave Sangria), sedimentando uma cena de música alternativa no Recife e Olinda.

Marco Polo, compositor e principal vocalista da Ave Sangria, na época de Woodstock, já caíra na estrada, vendia artesanato na famosa feira hippie da praça General Osório, em Ipanema, no Rio. Ele assistiu ao filme com outros hippies: “Eu fiquei particularmente fascinado com a performance chocante de Joe Cocker, cantando A little help from my friends, de Lennon e McCartney, num arranjo arrepiante de Jimmy Page (futuro Led Zeppelin) à frente das guitarras. Saímos do cinema em estado de graça e fomos direto para um bar, beber, conversar, comentar, comemorar. Era o auge do paz e amor, com sexo livre (leia-se todo mundo transando com todo mundo), uso generalizado de drogas leves (leia-se maconha) e muita música (leia-se rock e derivados). Eu já compunha na época, e o filme foi mais um incentivo para continuar compondo, cantando e sonhando em formar uma banda, o que terminou acontecendo quando voltei para o Recife e formei com o pessoal de Casa Amarela a Tamarineira Village, depois Ave Sangria.

Hoje trabalhando em publicidade em Fortaleza, o músico Tiago Araripe, da Nuvem 33, conta como foi afetado pelo documentário sobre o festival: “De um lado existia aquele sonho coletivo da geração hippie, de que a melhor resposta ao mundo poderia ser simplesmente paz e amor. De outro, o anseio juvenil de estar, de alguma forma, participando do movimento. Eu já dava os primeiros passos na música, mas quando assisti ao documentário sobre o Woodstock no Cine São Luís do Recife foi um impacto. A decisão de mergulhar mesmo na música havia sido tomada a partir de encenação da peça Hair no Teatro do Parque. Um dos atores, que como outros que vieram a Pernambuco havia participado da montagem brasileira original, era José Luiz Penna. Penna, hoje presidente nacional do Partido Verde, me convidou a ir a São Paulo onde depois viríamos a fundar, com Paulo Costa, Xico Carlos, Beto Carrera e Bill Soares, o grupo musical Papa Poluição.

Quando assistiu a Woodstock, Araripe já participava do Nuvem 33, um grupo formado por muitos integrantes, com influências de Jimi Hendrix e, principalmente, Frank Zappa. “Quando o filme chegou à cidade nos deixou animadíssimos. Fernando ‘Carneirinho’, o guitarrista do grupo, praticamente internou-se no cine São Luís e assistia uma sessão seguida da outra. Ficava horas no cinema. Eu vi o filme umas três vezes. E ouvia muito o álbum do festival. O filme supriu uma lacuna importante, numa época em que não existia internet e quando quase não víamos televisão. Havia uma visão muito romântica e idealizada das drogas, por exemplo. Muita gente embarcou nessa. Não existia o conhecimento de causa que há hoje quanto a esse aspecto. Conheço muita gente talentosa que pagou um preço muito alto por isso. Alguns, com a própria vida. Por outro lado, Woodstock funcionou como um estimulante painel da música pop, que nos marcou muito. Em mim, por exemplo, acentuou o gosto pela diversidade musical. No País, a repercussão daqueles três dias de paz e amor sacudiu o mercado brasileiro e funcionou como motivação para os festivais de música que viriam em seguida, dando projeção tanto à MPB quanto ao rock e impulsionando a carreira de tantos artistas”, diz Araripe.

Tiago Araripe e Marco Polo, 37 anos depois

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Tailândia Montenegro lança CD "Forró da Minha Terra"

A cantora Tailândia Montenegro, que anima a cena cultural cearense com um trabalho inspirado na melhor tradição deixada por Marinês, está lançando seu primeiro CD: Forró da Minha Terra.

No repertório, uma feliz regravação de Telha de vidro, composição de minha autoria interpretada originalmente por Amelinha no seu LP Romance da Lua Lua (1983).

As faixas do lançamento de Tailândia:

  1. Dois em um (Arnaldo Farias)
  2. Os dois lados da paixão (Dorgival Dantas)
  3. Utopia sertaneja (Flávio Leandro/Miguel Silva)
  4. Mar de rosas (Dida)
  5. O amor e a razão (Chico Pessoa/Zé do Norte)
  6. Namoro do sabiá com a mata (Dílson Pinheiro)
  7. Na pisada do forró (César do Acordeon)
  8. Chuva (Flávio Leandro)
  9. A semente (Majó)
  10. Capim verdão (Daudeth Bandeira)
  11. Travessuras (Flávio Leandro)
  12. Pra minha terra (Álcio Barroso)
  13. Telha de vidro (Tiago Araripe)
  14. Água da vida (Antonio Brasileiro)

Vale a audição.

Tiago Araripe

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Mais uma garimpada na rede

De uma entrevista de Chico César ao jornal O Povo, em 10 de novembro de 2006:

"Tem um disco lindo chamado Cabelos de Sansão, do Tiago Araripe, que já ouvi muito com Zeca Baleiro. Pena que não tenho CD disso, nem sei se saiu, e não posso mais ouvir. Esse disco é uma pedrada, antecipou muita coisa que nós e outros nordestinos faríamos depois. Grande Tiago..."

Graças a Zeca Baleiro, Rossana Decelso e à Saravá Discos, Chico César pôde ter o CD e voltar a ouvir Cabelos de Sansão... Muita gente também.