domingo, 21 de setembro de 2008

Cabelos de Sansão no ar, na Rádio Universitária FM

Fotos: Clarissa Araripe

Logo mais será a noite de autógrafos de Cabelos de Sansão em Fortaleza. Espero você nesta segunda-feira, dia 22, no Sesc Senac Iracema (rua Boris, 90 - ao lado do Dragão do Mar).

Aqui, o registro da minha participação em dois programas da Rádio Universitária FM, no dia 20: nnNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNN
- Com Nelson Augusto, no Disco da Semana. (Nelson fará a apresentação oficial do disco.) nnn nnnnnn nnnn nnnnn nnnnn nnnnn

- Com Henrique Beltrão, no Sem Fronteiras Plural pela Paz.

Nada mais justo que começar a divulgação do lançamento pela Rádio Universitária, a estação que mais executou em Fortaleza o velho vinil de Cabelos quando este foi produzido em 1982.

Tiago Araripe


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Alô alô, Fortaleza

Foto: Rodrigo Meireles
Arte: Clarissa e Lívia

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Com seu próprio selo, Baleiro cria acervo documental

Foto: Marcos Hermes / Divulgação

Daniel Barbosa

Zeca Baleiro está às voltas com os trabalhos de divulgação de seu novo disco de carreira, “O Coração do Homem-Bomba”, mas não descuida dos outros projetos com que se envolve em função do selo Saravá Discos, que criou em 2005. Foi por ele que lançou um disco póstumo de Sérgio Sampaio, “Cruel”, com canções inéditas, e também um álbum com dez poemas de Hilda Hilst que musicou e entregou às vozes de dez cantoras. Também é pelo Savará Discos que ele traz à tona, agora, as trilhas que compôs para espetáculos da companhia mineira 1º Ato e para a paulista Lúdica Dança. Mas na torrente de lançamentos com que Zeca está envolvido, um título que chama a atenção em particular é “Cabelos de Sansão” – único disco lançado pelo cantor e compositor cearense Tiago Araripe, em 1982.

No encarte desse álbum, que também chega ao mercado com a chancela da Saravá Discos, Zeca conta que descobriu “Cabelos de Sansão” quando era estudante universitário, movido pelo ímpeto que sempre teve de fuçar estantes em lojas de discos à cata de obras desconhecidas.

Sem economizar loas, ele aponta o referido álbum como primoroso e visionário, o que justifica o fato de, agora, ter se empenhado em seu relançamento. “Algumas daquelas canções passaram a fazer parte da minha vida, como um ‘Carinhoso’, um ‘Assum Preto’, de tal maneira que penso que um dia ainda gravarei uma delas”, escreve no texto de apresentação.

“Resolvi relançar esse disco por amizade e admiração. É um trabalho fabuloso e importante na minha história. E fiz o selo, o Saravá Discos, com essa intenção mesmo, de criar um acervo, fazer coisas com importância mais documental”, destaca Zeca. Ele conta que se tornou amigo de Araripe, que hoje atua como publicitário, vive entre Fortaleza e Recife e continua compondo. “Ele está com o projeto de fazer um segundo disco em breve, estimulado que está pelo relançamento do ‘Cabelos de Sansão’. Já temos três parcerias inéditas”, diz.

Zeca ressalta que já não tem mais o mesmo pendor para as buscas que costumava fazer em lojas de discos, mas que ainda descobre coisas interessantes e trabalhos com os quais pode acabar se envolvendo. “Já tive mais esse ímpeto (de pesquisar álbuns obscuros), mas ainda me surpreendo de vez em quando. Hoje você dificilmente não terá ouvido falar nada de um disco, por conta da profusão de informações via internet. Em Portugal, onde estive recentemente e cuja cena musical conheço menos que a daqui, gosto de comprar coisas estranhas. Há um tempo descobri um grupo muito interessante chamado Bala”, diz o músico.

Sobre outros projetos com que está às voltas, Zeca revela que está produzindo o CD de um compositor angolano, o Filipe Mukenga, e também preparando os próximos lançamentos do Saravá Discos: a trilha que fez para o espetáculo do Lúdica Dança, intitulado “Cubo”, e a reedição do último disco lançado por Sérgio Sampaio, “Sinceramente”.

Publicado no jornal O Tempo, de Belo Horizonte, em 09/09/2008

Um cearense na Lira Paulistana

Publicado em 10.09.2008, no Jornal do Commercio, do Recife

O cearense Tiago Araripe foi um dos agitadores no movimento musical udigrudi recifense nos anos 70, com o grupo Nuvem 33, presente nos festivais hippies que aconteciam em Pernambuco. Depois de algumas apresentações memoráveis, Tiago foi para São Paulo, que passava também por uma radical mudança, deixava de ser uma cidade provinciana, não antenada com a moderna música que acontecia lá, segundo ainda velhos modelos de rock progressivo ou da MPB dos anos 60. Quem contribuiu bastante para Sampa tornar-se a cidade cosmopolita de hoje foi a gravadora Lira Paulistana. Cabelos de Sansão (que sai pelo selo de Zeca Baleiro) foi o segundo disco da hoje histórica gravadora.

Tiago é velho conhecido de quem fazia música no Recife, fez parte de um grupo de malucos da época no Recife, daí se esperar que Cabelos de Sansão tivesse mais ousadias. Mesmo assim, ele se encaixa bem dentro do clima da época, e na linha da música que se fazia então em São Paulo. Enfim, está longe de ser uma música fácil de ser digerida pelos ouvintes da FMs. As canções são do próprio Tiago, em parceria com João Alfredo e Cid Campos, mais uma versão de Little wing, de Hendrix, feita por Augusto de Campos, uma das melhores faixas do disco, que estava fora de catálogo há 26 anos. Valeu a pena a espera. Tiago Araripe e seu Cabelos de Sansão, não ficaram datados.

» Preço médio: R$ 25

José Teles (Caderno C - Coluna Toques)

Obs.: Enquanto o jornal publicou imagem da capa do CD, optei no Blog por ilustrar a nota com foto de arquivo pessoal de performance do Nuvem 33 no Festival Experimental de Música de Nova Jerusalém, em 1972. Em cena, o guitarrista Carneirinho. (T.A.)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Rolando na Rolling Stone

Tiago Araripe ****
Cabelos de Sansão
Saravá Discos

Original dos anos 80, relançamento traz o cearense que misturava Beatles e baião

LANÇADO ORIGINALMENTE em 1982 pelo Selo Lira Paulistana, o único álbum oficial do artista cearense volta à luz graças aos esforços de Zeca Baleiro. A experiência de Araripe funde Tropicália a Frank Zappa, Luiz Gonzaga a Beatles (se o arranjo de cordas de "Redemoinho" apenas remete a "Eleanor Rigby", um trecho da gravação original de "Strawberry Fields Forever" é sampleado em "Cine Cassino"). Há ainda uma versão em português (assinada pelo concretista Augusto de Campos) para o clássico "Little Wing", de Jimi Hendrix. A base instrumental disso tudo ficou sob os cuidados do grupo Sexo dos Anjos, que então contava com Cid Campos, Felipe Ávila, Luiz Brasil e Xico Carlos. Mas o mais divertido é detectar, nos backingvocais, os timbres peculiares de Itamar Assumpção, Tetê Espíndola e Vânia Bastos. Ainda que produzido em meio a toda essa efervescência criativa da vanguarda paulistana, as referências mais pulsantes de Cabelos de Sansão vêm de Tom Zé, com quem Araripe gravara um compacto simples oito anos antes. Para quem se interessar, o áudio de um show dessa dupla circula no Soulseek.

M.P.

Publicado na edição nº 23, de agosto 2008, da Rolling Stone

sábado, 30 de agosto de 2008

Cabelos de Sansão em Fortaleza

Imagem extraída do encarte do CD Cabelos de Sansão, criação da designer Andrea Pedro.

Está definido: o lançamento do CD Cabelos de Sansão em Fortaleza acontecerá mesmo neste setembro. Será uma noite de autógrafos, com a possibilidade de algumas surpresas.

Data: 22 de setembro de 2008

Horário: A partir de 20h30

Local: SESC SENAC Iracema

c c c c cRua Boris, 90

n n n n (ao lado do Centro Dragão do Mar

n n n n de Arte e Cultura)


Uma das presenças prováveis é o próprio mentor do relançamento de Cabelos de Sansão: Zeca Baleiro, que estará lançando seu novo CD - O coração do homem-bomba - no dia seguinte, na loja Desafinado, a partir das 19h.

Vejo você lá.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

As muitas asas de Little Wing

Pouco antes de gravar Asa Linda, a versão de Augusto de Campos para Little Wing de Jimi Hendrix, ouvi muitas vezes as mais diversas gravações da canção. Há vários registros do próprio autor, ao vivo e em estúdio (no belo disco Axis: Bold as Love). Mas existem também interpretações de Derek and The Dominos (Erik Clapton), Sting, Cássia Eller e muitos outros.

Quis fugir da citação da guitarra, para valorizar a letra (Hendrix tem uma vertente poética que vale a pena conhecer). O arranjo de Asa Linda é minimalista. O solo que faz as vezes de guitarra é, na realidade, tocado em um sintetizador. Uma forma de evocar o espírito de Hendrix, ao invés de tentar reproduzir seu inconfundível estilo de guitarrista.

E para não dizer que Cabelos de Sansão não toca em rádio - mesmo que em rádio virtual - seguem diversas versões de Little Wing disponibilizadas na Rádio Uol - inclusive Asa Linda.

Som na caixa, maestro. Play it.

Tiago Araripe

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Realumbramento (De um leitor de Porto Alegre)

Imagem extraída do encarte do CD Cabelos de Sansão, criação da designer gráfica Andrea Pedro.

Primeiro eu fui lendo o texto do Zeca do encarte do Cabelos de Sansão e tendo um flashback f...

Eu tinha lá meus 14 anos (sou de 68), e, igualmente interiorano (de uma cidade próxima a Porto Alegre), igualmente vinha pra capital fuçar discos que eu escolhia pela capa ou pela estranheza do nome do sujeito. E, saindo da aula de teoria na escola de música da sinfônica daqui, achei o LP, gostei da capa, do nome do cara, peguei o encarte e vi ali Itamar, Tetê, Vânia, Mané, a turma toda. E isso era mais, muito mais do que o suficiente pra escolher que seria esse o único disco que minha mesada ia poder pagar naquela quinzena. Afinal, o Clara Crocodilo tinha acabado de mudar a minha vida pra sempre e qualquer coisa remotamente relacionada à ele me interessava.

Aí, em Gravataí, como sempre acontecia com discos novos e especiais, o LP se espalhou imediatamente pela turma. Na nossa rede pré-internet e baixamentos, todos copiavam em K7 para todos cada item novo da nossa súmula mínima: o Amoroso do João Gilberto, Pulsacion do Piazzolla, Clara Crocodilo, Grupo Um, Tetê na cachoeira, os gaúchos Musical Saracura e Almôndegas e Quintal de Clorofila, o primeiro da Eliete Negreiros, o primeiro do Premê, os primeiros Itamares...

As mesmas quatro imediatas pérolas que saltaram aos ouvidos do Zeca, anos depois, saltaram aos nossos também naquele instante. Pra mim, então, a curiosidade era ainda maior: nunca tinha ouvido nem Jimi Hendrix nem Strawberry Fields Forever. Pra mim aquilo era tudo só novidade (anos depois ouvi Little Wing e fiquei espantado como era MENOS interessante no original). Era uma revelação sobre como se podia ser tão absolutamente original sem usar as dissonâncias e atonalismos e serialismos do Arrigo nem as polirritmias do Itamar. E ainda trazer uma sonoridade curiosamente regional, tão distante pra quem nunca tinha ouvido uma ciranda, um maracatu. Então dava pra ser daquela turma e ser relativamente simples? Aquilo foi uma luz que explodiu na minha angustiada cabeça de já compositor, pensando o que fazer depois do Arrigo.

Hoje, escutando o CD, parado num estacionamento, dentro do carro, no meio de um fog caprichadamente portoalegrense, meus olhos se encheram d´água muitas e muitas vezes. Lágrimas de reencontro, de alumbramento, de surpresa com um disco que não envelheceu um minuto (OK, o timbre da caixa da bateria, mas é só). Até me deu de novo aquela inveja boooooooooa de Redemoinho, de como eu nao fiz essa música (e não fiz aos 14 e não fiz até hoje, com 39). Alumbramento de remeter aos caras que me fundaram esteticamente, os Irmãos Augustos (como a gente dizia, incluindo o Pignatari), o Lira Paulistana, as tais "vanguardas paulistas" (talvez por isso até hoje me sinta em casa em São Paulo, com ou sem meus amigos músicos, e completamente ET no Rio de Janeiro).

Fazia muito tempo que eu não tinha essa sensação de voltar pra casa (olha aí os olhos cheios d´água de novo! - toca, agora no computador da firma, Fios da Light). E de a casa seguir ali, intacta, sem nenhum sinal de envelhecimento, sem nostalgia.

Te devo essa, seu Araripe.

Arthur de Faria

http://www.myspace.com/seuconjunto
http://www.seuconjunto.com.br/

sábado, 16 de agosto de 2008

Um instante, maestro

Neste breve intervalo comercial presto serviço de utilidade pública aos leitores interessados em adquirir Cabelos de Sansão, divulgando algumas lojas que distribuem os CDs da Saravá Discos no país.

Em Fortaleza, está sendo agendado o lançamento de Cabelos para a segunda quinzena de setembro. Divulgaremos neste Blog os detalhes.

A seguir, a relação de lojas parceiras da Saravá:

BELO HORIZONTE

DISCOPLAY
Rua dos Tupis, 70
Centro
CEP 30190-901
Tel. (31) 3222.0046


BRASÍLIA

LIVRARIA CULTURA CASAPARK SHOPPING CENTER
SGCV-SUL, s/n - lote 22, loja 4
Zona Industrial Casa Park
Tel. (61) 3410.4033

RECIFE

PASSA DISCO
SHOPPING SÍTIO DA TRINDADE
Estrada do Encanamento, 480, loja 12
Tel. (81) 3268.0888

RIO DE JANEIRO

ARLEQUIM
Pça. XV de Novembro, 48, loja 02 (Paço Imperial)
CEP 20010-010, Centro
Tel. (21) 2240.9398

SALVADOR

PÉROLA NEGRA
Rua Marechal Floriano, 28
Canela
Tel . (71) 3336.699

SÃO PAULO

BARATOS E AFINS
Av. São João, 439, 2° andar, loja 314/318
Centro
Tel. (11) 3223.3629

COMPACT BLUE
Rua Augusta, 1598, sobreloja
Centro
Tel. (11) 3251.5248

LIVRARIA CULTURA SHOPPING VILLA LOBOS
Av. das Nações Unidas, 4777
Tel. (11) 3024.3599

LIVRARIA CULTURA SHOPPING MARKET PLACE
Av. Dr. Chucri Zaidan, 902
Tel. (11) 3474.4033

LIVRARIA CULTURA CONJUNTO NACIONAL
Av. Paulista, 2073
Tel. (11) 3170.4033

POP’S DISCO
Rua Teodoro Sampaio, 763, loja 4
Pinheiros
Tel. (11) 3083.2564

VILAR DISCOS
Rua do Arouche, 89
Centro
Tel. (11) 3221.8084

ZACCARA DISCOS
Rua Cardoso de Almeida, 1439
Tel. (11) 3872.3849

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A audição do Correio Brasiliense

Tiago Araripe
Cabelos de Sansão
Saravá Discos
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O disco

O selo Saravá foi criado por Zeca Baleiro para reeditar discos raros. Cabelos de Sansão, que inaugura o projeto, foi lançado originalmente em 1982. O cearense Tiago Araripe migrou para Recife e depois para São Paulo, onde se aproximou dos vanguardistas das décadas de 1970 e 1980. Estreou em disco em 1974, com um compacto simples dividido com Tom Zé; integrou o grupo Papa Poluição, que lançou três compactos entre 1976 e 1978.

A crítica

Na trajetória entre Crato e São Paulo, Araripe construiu manancial de referências que usa sem parcimônia no CD. Apesar de lançado nos anos 1980, traz o clima de experimentação e psicodelia dos 1970. Passeia da música nordestina ao rock progressivo, sem soar inadequado. Letras instigantes asseguram a atualidade que, em alguns momentos, escorrega em sonoridades um pouco datadas (mesmo assim curiosas).

Rosualdo Rodrigues
Correio Brasiliense, 13/8/2008