
Discutida a idéia da trilha, Penna, Paulo Costa e eu distribuímos as composições. E cada um põe mãos à obra. Leio mais uma ou duas vezes o romance, assinalo trechos, empunho o violão. Horas mais tarde nos reunimos com os demais Papa Poluição (Xico Carlos, Beto Carrera e Cid Campos), as composições são mostradas e começamos a preparar os arranjos musicais de base. Convidamos o maestro Mauro Giorgetti (irmão do diretor de cinema Ugo Giorgetti) para os arranjos de cobertura. E em cerca de 48 horas estamos com toda a trilha gravada.
Gostamos do resultado, de sonoridades regionais bem diferentes do que o Papa Poluição apresentava nos shows. Um trabalho que, ao contrário do que esperávamos, não chegou a ser lançado em disco. Cinco anos depois, tendo Hermano finalmente conseguido recursos para ir aos Estados Unidos ampliar seu Sargento Getúlio para 35mm, o filme ganhou o grande prêmio do Festival de Cinema de Gramado (1983). Mas quando procuramos os tapes para produzir o disco, o estúdio havia apagado metade das músicas simplesmente porque precisava reutilizar as fitas.
A canção Urubus, que interpreto na abertura enquanto aparecem os primeiros créditos, foi gravada há poucos anos por um grupo mineiro chamado Ozorríveis, que me localizou pela internet. Ao contrário do que parece, a gravação é bem interessante.
Tiago Araripe
2 comentários:
Grande filme o Sargento Getúlio em? e a trilha musical, pra mim, incrível.Foi tudo de bom! Lembro do Papa gravando e eu procurando Oswaldinho do Arcodeon pra ir tocar uma sanfona....bons tempos em? Filme maravilhoso, trilha sensacional!Bravo!
Dalvinha Costa
Ei Dalvinha,
Bem que o Hermano podia lançar o filme em DVD, juntamente com seus outros trabalhos. Aliás, antes de Sargento Getúlio o Papa Poluição fez a trilha do documentário A Mulher no Cangaço, que foi ao ar no Globo Repórter. Considero memoráveis tanto o filme quanto a trilha.
Abraço
Tiago
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