1973 foi um ano em que estive bem chegado à MPB. Até hoje me espanto com o pique e empenho de Tiago na criação de peças tão instigantes a partir daquelas letras que eram mais problemas do que poemas inspiracionais. Gosto muito da composição Teu coração bate, o meu apanha, seguido de Drácula. Já Hipopótamo é um nonsense infantil que nem eu entendo. E 1973 foi o ano da capa do "Todosolhos", do Tom Zé, uma bomba relógio em câmera lenta que explodiria trinta anos depois, graças a David Byrne, Tom e a minha míni-equipe de design. Mas é muito bom ver o Tiago Sansão-Canção emergindo do calabouço!
(O texto acima foi gentilmente escrito para o material de divulgação de Cabelos de Sansão. As duas composições a que Décio se refere foram feitas a partir de letras dele que me foram apresentadas por Tom Zé. A terceira, que se tornou uma espécie de rumba dançante, me foi apresentada pelo próprio Décio e executada nos primeiros shows do Papa Poluição, em São Paulo. T.A.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário