Foto: Papa Poluição antes da chegada de Beto Carrera e Bill Soares, em show no Colégio Rio Branco (SP): Paulo, Xico Carlos (bateria), Dirceu, Fausto Aguiar, Tiago e Penna.Texto: Francis Vale
Nas minhas andanças pelo Crato a partir de 1975, tomei conhecimento da existência de um grupo musical paulista (integrado por alguns cearenses) chamado Papa Poluição.
De nome, eu já conhecia Tiago Araripe (por conta do Festival Abertura e da amizade com seu pai, Jósio, cuja casa tive a honra de freqüentar algumas vezes), e também José Luiz Penna e Xico Carlos ( primo e irmão, respectivamente, de meu amigo José Roberto França).
Como eu já havia produzido, no ano anterior, um show com Abidoral Jamacaru e sua banda, no Teatro da Emcetur, fui procurado para repetir a dose com os rapazes do Papa. Reservei a pauta, espalhei releases e fotos nos jornais, e fiquei aguardando a chegada do grupo.
Alguns dias antes da estréia do show (Mamãe Rádio não toca meu disco), eis que aparece a turma numa kombi. Ao volante, Túlio Penna (de saudosa memória). E mais: Tiago, Zé Luiz, Xico Carlos, Paulinho Costa, Beto e Bill Soares. Eu morava numa espécie de “quarto e sala” na rua Coronel Alves Teixeira, onde tive que hospedar quase todos, pois Tiago ficou na casa do avô que distava poucos quarteirões de nossa “república”.
Para uma banda que não estava na “mídia nacional”, a passagem pela capital cearense pode ser considerada um sucesso, pois despertou a atenção de muitos jovens da época que até hoje devem lembrar da variedade de ritmos, do visual “riponga” e do humor contido em muitas das letras do repertório.
Corria o mês de dezembro, quando aconteceu o show durante três dias. Em seguida, o Papa deixou Fortaleza rumo ao Cariri, onde tinha outras apresentações acertadas. Dias após, fui chamado por Fagner para organizar um show que ele faria numa quadra de esportes em Juazeiro, ao lado de Amelinha, Dominguinhos e Anastácia. Depois dessa apresentação, segui para o Crato com Fagner, Amelinha e Wiron Batista. Ali aconteceu um show da dupla Fagner/Amelinha, também numa quadra de esportes. Ficamos hospedados na casa do advogado e escritor Émerson Lacerda. Dominguinhos e Anastácia seguiram rumo ao Sul e, na estrada, encontraram Afonsinho que seguia com a mulher, Sílvia, e a enteada, Índia, para Fortaleza. Com a informação de que estávamos no Crato, Afonsinho foi juntar-se a nós na casa do Émerson. A partir daí foram armadas as “peladas” que juntaram o pessoal do Papa com Afonsinho, Fagner e outros amigos do Crato, como Abidoral, Pachelly, Dedê, Dadim e Zé Roberto, entre outros. Nesse reencontro caririense com o pessoal do Papa fiquei sabendo que eles tiveram que “animar” até festa dançante.
Da convivência com o grupo, ficou-me a lembrança de dois aspectos bastante positivos: de um lado, a amizade e a solidariedade irrestritas entre eles; de outro lado, a alegria, o bom humor e a simpatia que espalhavam por onde passavam. Posteriormente, em 1979, pude reencontrá-los em São Paulo, num espetáculo no Teatro Oficina, onde fui apresentado por eles ao cineasta Hermano Penna, mais um que passou a fazer parte do meu círculo de amigos até hoje. Sobre Hermano, o Tiago já falou um pouco, mas ainda há muito que se falar mais adiante.
Francis Vale
Nas minhas andanças pelo Crato a partir de 1975, tomei conhecimento da existência de um grupo musical paulista (integrado por alguns cearenses) chamado Papa Poluição.
De nome, eu já conhecia Tiago Araripe (por conta do Festival Abertura e da amizade com seu pai, Jósio, cuja casa tive a honra de freqüentar algumas vezes), e também José Luiz Penna e Xico Carlos ( primo e irmão, respectivamente, de meu amigo José Roberto França).
Como eu já havia produzido, no ano anterior, um show com Abidoral Jamacaru e sua banda, no Teatro da Emcetur, fui procurado para repetir a dose com os rapazes do Papa. Reservei a pauta, espalhei releases e fotos nos jornais, e fiquei aguardando a chegada do grupo.
Alguns dias antes da estréia do show (Mamãe Rádio não toca meu disco), eis que aparece a turma numa kombi. Ao volante, Túlio Penna (de saudosa memória). E mais: Tiago, Zé Luiz, Xico Carlos, Paulinho Costa, Beto e Bill Soares. Eu morava numa espécie de “quarto e sala” na rua Coronel Alves Teixeira, onde tive que hospedar quase todos, pois Tiago ficou na casa do avô que distava poucos quarteirões de nossa “república”.
Para uma banda que não estava na “mídia nacional”, a passagem pela capital cearense pode ser considerada um sucesso, pois despertou a atenção de muitos jovens da época que até hoje devem lembrar da variedade de ritmos, do visual “riponga” e do humor contido em muitas das letras do repertório.
Corria o mês de dezembro, quando aconteceu o show durante três dias. Em seguida, o Papa deixou Fortaleza rumo ao Cariri, onde tinha outras apresentações acertadas. Dias após, fui chamado por Fagner para organizar um show que ele faria numa quadra de esportes em Juazeiro, ao lado de Amelinha, Dominguinhos e Anastácia. Depois dessa apresentação, segui para o Crato com Fagner, Amelinha e Wiron Batista. Ali aconteceu um show da dupla Fagner/Amelinha, também numa quadra de esportes. Ficamos hospedados na casa do advogado e escritor Émerson Lacerda. Dominguinhos e Anastácia seguiram rumo ao Sul e, na estrada, encontraram Afonsinho que seguia com a mulher, Sílvia, e a enteada, Índia, para Fortaleza. Com a informação de que estávamos no Crato, Afonsinho foi juntar-se a nós na casa do Émerson. A partir daí foram armadas as “peladas” que juntaram o pessoal do Papa com Afonsinho, Fagner e outros amigos do Crato, como Abidoral, Pachelly, Dedê, Dadim e Zé Roberto, entre outros. Nesse reencontro caririense com o pessoal do Papa fiquei sabendo que eles tiveram que “animar” até festa dançante.
Da convivência com o grupo, ficou-me a lembrança de dois aspectos bastante positivos: de um lado, a amizade e a solidariedade irrestritas entre eles; de outro lado, a alegria, o bom humor e a simpatia que espalhavam por onde passavam. Posteriormente, em 1979, pude reencontrá-los em São Paulo, num espetáculo no Teatro Oficina, onde fui apresentado por eles ao cineasta Hermano Penna, mais um que passou a fazer parte do meu círculo de amigos até hoje. Sobre Hermano, o Tiago já falou um pouco, mas ainda há muito que se falar mais adiante.
Francis Vale
